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DROPS DE CALLS…IDEIAS EM PAPÉIS

Bolsas, Brasil, Drops e Ideias

Muita coisa tem passado pela cabeça com esse mercado eufórico…primeiro que acho bem estranho todo esse movimento…fácil de explicar mas me parece desconexo com alguns receios que nêgo não tá vendo.

Explico: alta da bolsa é resultado de uma massiva entrada de capitais na bolsa ~3,5bi no mês, mas lembro que fevereiro está logo ali e com ele Congresso, Senado e STF voltam a ação e podendo chacoalhar tudo com delações e dificuldades políticas tradicionais…mas enfim who cares?

Comento mais no post:

 

Vamos a ideias de trade, calls, etc…coisas que me passam pela mente…

# VALE5. Stopei. Perdi $. Fiquei P. Virei a mão…se não posso contra me junto aos chineses segurando o preço do minério. Seja o que Deus quiser. Qual racionalidade? Aquela de que se esse preço do minério se mantiver nesse patamar, dá pra achar MTO valor em VALE. Nos R$32 o preço de minério implícito na ação seria menos de US$ 60/ton…atualmente esse vem se mantando em US$ 80!! Fica difícil ir contra. Podem me xingar, eu já o fiz bastante…rs.

 

#FIBR3. Papel me parece interessante e por isso tenho em carteira por quê: (i) com dólar em queda ante o Real, movimento diferente do observado lá fora, penso ser interessante estar posicionado num ativo que responde bem a qualquer altinha na moeda; (ii) cenário mais favorável com a planta de Oki atrasando e com um ramp-up mais lento que o esperado abriu espaço para reajustes nos preços de celulose (4 desde outubro); (iii) li que o spread entre a fibra curta e longa estaria favorável a curta o que é bom para os produtores nacionais; (iv) as especulação de fusão com SUZResultado de imagem para celuloseB5 podem ser trigger, ainda que sejam melhores para SUZB nesse caso; (v) grande projeto de 3 Lagoas entra em operação esse ano e deverá ajudar e muito a desalavancar a empresa; (vi) se hoje negocia 7,3x EV/Ebitda, penso que poderia estar em algo como 5,8x para 2018, o que me parece honesto.

 

 

#BRPR3. Papel com menos trigger e “momentum”, mas tem sua atratividade. Ações negociam a 50% do valor de patrimônio (R$ 16,10) com um patrimônio composto por uma série de imóveis triple A de elevada qualidade (lembro que o business dela é investir em imóveis comerciais). 2 Perguntas pra te deixar com a pulga atrás da orelha: (i) será que ainda vamos ter aumento de vacância? (ii) será que vamos seguir tendo desvalorização no preço de imóveis? Sou suspeito a achar que o pior já passou em ambos os casos.

Outro ponto é, sRecentemente a GP comprou mais participação na empresa pagando ~11/ação…mais info no link:  GP Investments passa a deter 70% do capital da BR Properties

Outras 3 coisas bacanas a meu ver: (i) em seu release do 3T16, a empresa locou 5.357 m² de ABL no Edifício Paulista, reduzindo sua vacância para 13,7% e comentou que tem outros 11.000 m² de ABL em processo de assinatura de contrato de locação;

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(ii) GP vem reestBRPR3ruturando dívida…em setembro eles liquidaram uma dívida que tinha custo de IGPM + 9,25% ao ano e emitiram outra a uma taxa de CDI + 1,45% ao ano e com prazo de 12 anos; (iii) 55% da dívida atrelada a CDI, IPCA e IGP-M, todos com trajetória descendente o que colabora a uma melhora no resultado financeiro.

Yield e múltiplos não são dos mais atrativos, pois o segmento de locações comerciais ainda segue devagar, mas penso que o ativo estaria melhor precificado nos 9/ação considerando alguma normalização no seu ciclo de negócios.

 

#SANB11. Dei uma olhada por cima nos números. Foram bons sim! Margem Financeira cresceu, receita de prestação de serviço bancário também, despesas abaixo de inflação gerando um crescimento de lucro de 11% YoY. Índice de recorrência cresceu bem com mais receitas de tarifas cobrindo as despesas correntes do banco, o que é bom. Basiléia melhorou. Tiveram alguns one-offs que tipo inflaram o número e fazem chegar a um ROE de 17% anualizando este número.

MAS…

O ROE efetivo do ano do banco foi 13,3%, melhora sim, mas muito aquém dos pares. Não obstante, inadimplência ainda aumentou 0,2p.p. e carteira de crédito diminui. Com papel negociando a 1,9 book (P/VPA) e P/L de 16x me parece BEEM caro. ITUB e BBDC negociam a 1,5x e 1,8x book e 9x e 11x lucro e entregam ROE de 17% e 18%…não me parece fazer muito sentido não.

 

#BBAS3. Tem uma música que diz “Ninguém Explica Deus”…vou sugerir ao cantor fazer uma para BBAS…rs. Cara na verdade me parece essencialmente fluxo..fora isso não vejo porque o banco tenha que negociar com prêmio sobre book (VPA)..atual é 1,2x..com ROE de 12% não vejo porque papel negociaria acima de R$ 30,00. Mas enfim … quem sou eu!

 

#BRSR6. Cuidado com o melhor banco do mundo (kkk…”melhor porque é nosso, tchê”). Corporativismo por lá é forte, sindicato do banco é forte, somos bairristas e não gostamos nem um pouco de nos sujeitar a determinações de Brasília…diria que só de birra não tem que vender! kkk

Como a imagem do Sartorão das massas (governador) já tá pra lá de arranhada, duvido que ele vai querer assumir essa de ser o cara que privatizou o banco. Fora isso tem a câmara também…então tem alguns vários obstáculos pra essa de privatizar o banco. Olha o que o secretário da fazenda disse:

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TAEE11. Boa empresa, bons dividendos, projetos de transmissão sempre aparecem no pipeline de investimentos em infra-estrutura no BR e ela é forte candidata. Considerando o papel a R$22, os R$2,86 de lucro por ação, chego num taxa de retorno requerida pelo investidor de 13% (como se fosse a taxa de desconto) , que é em linha com SELIC. Ao que alguns poderiam dizer: justo. Well já penso que essa taxa poderia ser 12% no caso dela…mas independentemente desse tipo de discussão, o present value of growth opportunities atual é ZERO! Será que isso faz sentido? Não acho…a 25/ação me parece mais fair. Críticas livres…ahh o bom velinho Luis Barsi tem e é fã do papel…bom saber que um bilionário também gosta!

 

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9 comments

  • Alguns estão colocando que devido a queda na RAP, entre 2018-2019, na metade das suas linhas de transmissão o lucro teria uma queda considerável. O que acha do assunto e se chegou a fazer um estudo sobre o quanto afetaria o lucro esta queda?

    • Roberto eh boa empresa também. Confesso que não sei a quantas anda seu projeto, tinha impressão que demoraria mais pra entrar em operação. Outro ponto é sua maior dependência no mercado interno logo ela me parece ser um play menos de celulose e dólar, mas dependente também do crescimento interno, algo que pra Fibria não é tão relevante assim.

    • Na verdade o projeto da Klabin já está funcionando. O projeto Puma. Tenho posição na klabin o dobro do que tenho em fibria pelos seguinte racional. Com a nova fábrica vai dobrar a produção, ela é diversificada em questões de mercado e produtos. Pode fazer venda tanto dentro quanto fora do Brasil, tem um mix muito bom de produtos e um que vai trazer muito retorno a empresa. Celulose fluff – usada para fabricar fraldas e absorventes. A produção brasileira é de 400 mil toneladas, quase 100% importada. A klabin já começa com quase 50% deste mercado e sem um concorrente interno para fazer frente. Roberto colocou a questão que ela está endividada, muitas estão. A relação dív/ebitda dela está em 5,1x. Mas temos que lembrar que a empresa acabou de fazer um projeto de 8 bi e este valor deprecia e está na fase inicial do projeto logo os custos tendem a cair com o tempo. Eles estão abrindo um novo escritório na Europa para captar clientes, estão fazendo aquisições pontuais com boa rentabilidade. A espectativa é de ter um ebitda cada vez maior.
      Da minha carteira é a que vejo com o melhor potencial.

      • Sim me referia ao Puma, mas tem diferentes estágios não?
        Veja que ela esta aumentando justamente em quê? Celulose! Que é o core da Fibria…a qual também vende muita celulose fluff para fora.
        Endividamento no setor faz parte, Fibria tb desalavanca depois q 3 Lagoas começar a rodar.
        Klabin é boa sim…minha preferência por Fibria é mais tática na carteira mesmo…botar uma ação mais correlata a dólar e mais ligada a celulose…mais “na veia”, digamos assim.

  • o que achas de iochpe,

    está diminuindo a alavancagem, nova fábrica em limeira começando a entrar em ação, possui fábrica de rodas de aço nos EUA, mas de alumínio no México e em outros países. O que achas desse case?

    • Matheus confesso que não olho muito não…como tu citou o que lembro dela era uma alavancagem elevada, mas se esta reduzindo já é um ponto bom. Mas como disse não tenho muito a agregar no case.

  • Fala, Will!
    Acompanho teu blog há pouco tempo e tenho gostado muito de tuas análises. Meus parabéns!
    Será que LEVE3 não daria uma entrada nos preços atuais?
    Empresa resiliente com baixo endividamento que deve se aproveitar de eventual retomada (pra quem acredita nisso) da indústria.
    Enfim, que tu acha?
    Abração!

    • Legal Rodrigo, muito obrigado!
      Cara só ouço coisa muito boa da empresa…mas da mesma forma que ouço de TUPY3 por exemplo e ambos os papeis não andam…aí quando alguem anda no setor, é RAPT e POMO…então não sei dizer…me parece que falta fluxo e informação das pessoas a respeito de ambos os casos.
      Mas se a teoria ou a filosofia Value Investing está correta, em algum momento os preços das ações vão convergir!
      Abs

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