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DROPS DE CALLS…IDEIAS EM PAPÉIS —> 5

Empresas, Uncategorized

Nessa semana postei umas ideias que me ocorreram….

 

Aproveito para fazer uma correção importante em Marcopolotudo que escrevi aqui: Veja o comentário de POMO4 segue sendo verdade…CONTUDO…fiz um call com a empresa e o curto prazo me parece beeeeemm desafiador! Ficou claro que o 1T17 trará números fracos para empresa…muito disso a meu ver está no preço, mas isso pode travar o papel por enquanto. Junto a isso, como exportadora o dólar pra baixo não é bom. Em suma gastos com remodelação de planta (integrando-as) e um cenário de demanda fraca num trimestre sazonalmente fraco devem levar a empresa a ter uma margem bruta de 1 dígito (4T15 = 18%; 4T16 =11%).

Resultado do 1T sai em maio após o resultado parece ser mais interessante para se posicionar no papel.

Vale lembrar que investidor de longo prazo tal qual fundo Alaska recém montou posição gigante no ativo, mas esses caras tem visão de longuíssimo prazo… sigo achando descontado e uma excelente empresa, contudo por ora, me parece que papel possa ficar pressionado e fique mais dependente de um move de mercado como um todo…

 

 

 

Escrevi também sobre GGBR4 e PARD3 sigo acreditando e muito no que está escrito ali.

 

 

Fiz um call com a Fibria na quinta e na sexta tivemos aquela porrada pra cima no papel…explico aqui minhas impressões a respeito.

Demanda segue firme, com cenário macro na China ajudando. Fechamentos de produção também estão ajudando. Com isso as papeleiras que permanecem abertas estão se beneficiando de vendas melhores, operating rate mais alto, estoques mais baixos. Ou seja mais rentabilidade (positivo para cenário de preços de BHKP).

Confirmei isso com a FIbria. Os aumentos de preço que ela veio implementando tem demonstrado que há espaço pra aumentar preço. OKI já entrou em operação, mas rump-up ainda lento. Chineses usavam isso pra pressionar preço…foram pegos de surpresa com a demora em Oki e tiveram que negociar com a Fibria e Suzano aceitando preços mais altos dado nível baixo de estoques…mas esse estoque já foi em parte recomposto. 

Oferta. Aqui que veio o motivo da alta de sexta….saiu a notícia de que a APP (dona da planta OKI da Indonésia que iria adicionar 2MM de capacidade), aparentemente não irá vender celulose no mercado o que positivo para preços. Com isso, retira-se aquela expectativa de sobreoferta e pressão sobre preços…dá uma olhada na tabela do JP abaixo:

supply and demand

 

Ainda assim, pensando no final do ano, com a entrada em operação de H2 da Fibria a possível alta de preços me parece limitada…e all in all muito dependente de China.

Comentando os players…

FIBR3 é o player mais diretamente impactado pelo preço da celulose e dólar. Penso que o balanço de riscos x retorno não está lá essas coisas melhorou com a notícia. Ainda assim, penso que olhando um pouco mais a frente já existem muitas incertezas que a meu ver estão segurando os papeis do setor e mais fortemente FIBR. Câmbio se mantem valorizado e sem perspectiva de mudança com possibilidades de repatriações e atração de capital. Reduz a atratividade o fato da empresa estar num momento de gasto de caixa com o excelente projeto Horizonte 2. Ou seja, no curto prazo ela irá usar grande parte dos recursos para investimento e pagamento de despesas financeiras ao passo que o dividendo deve aumentar só em 2018. Em termos de múltiplo está bem em linha com média histórica.

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SUZB é o player atrativo do setor pela possibilidade de eventual fusão com FIBR; também “surfa” a melhora de preço de celulose e negocia a múltiplos mais baixos (mais barata). Empresa menos alavancada que passa por um momento de desalavancagem, o que é bom dado incertezas com preço de celulose e câmbio. Descontado da média, quando olhamos múltiplos.

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KLBN à empresa mais conservadora, yield alto, uma aposta de menos risco do setor. Recente sinalização de mudança no comando da empresa (CEO indo pra Vale) assustou, mas não muda direcionamento da empresa. Player mais atrelado a recuperação nacional…últimos dados de vendas de papelão foram favoráveis mostrando que está havendo essa melhora. No entanto, é o ativo mais caro do setor e me preocupa sua alavancagem. Considerando os últimos dados de venda de papelão ondulado e a aposta numa retomada da economia interna, Klabin poderia ser a opção…mas em geral todas negociam muito em linha com a média de múltiplo histórico.

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Estou olhando SÃO MARTINHO da vila (SMTO3)…tem coisa boa ali! Devagar, devagarinho…

 

Resultado de imagem para MARTINHO DA VILA

4 comments

    • Cara já conversei com algumas pessoas sobre TPIS. Papel mais olhado do que LOGN o que ajuda a gerar fluxo de compra e venda, ou seja, liquidez. Tem Empiricus olhando, Eleven e mais uma galera lá do sul que gosta de especular.
      Porto deles é melhor e vale mais do que o de LogIn. Mas eles estão muito mais com a corda no pescoço e vão ter que achar solução pra ontem…já a LogIn pode se dar ao “luxo” de ir vendo se a economia melhora…sapato aperta mesmo para ela lá no 2T18…mas até lá esperamos alguma reação da economia…tal qual já estamos vendo.

  • Olá, Will.

    Sobre as papeleiras, se fosse calcular o EV/EBITDA considerando Klabin com Puma operando (acredito que o EBITA 12m não incorpore integralmente a operação recente) e Fíbria com Horizonte 2 operando o resultado não daria um múltiplo mais apetitoso, na banda inferior do gráfico aí?

    PARD3 tô de olho, mas fico com o pé atrás em empresa que acabou de abrir capital.

    Valeu!

    • Sem dúvida Sérgio. Mas aí eh visão 2018…se quiser carregar mais o ativo concordo contigo que tenha q se considerar o impacto de tais ativos na geração de caixa de ambas e mais, a redução da alavancagem esperada.
      Mas aí tu tb teria que estimar preço de celulose, câmbio, ramp-up de produção…hehehe…diria que a neblina aumenta quando vai estimar prazo mais longo…mas o raciocínio está corretíssimo.
      abs

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