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RESULTADOS 1T17: OLHA O BALANÇO 2 – LOGN3, SAPR4, CSAN3 e ECOR3.

Brasil

LOGIN (LOGN3) – NÃO SEJA MÍOPE AO ANALISAR! 

Vou dizer uma coisa polêmica: quem vendeu LOGN3 por conta de um suposto resultado ruim é míope e não entendeu seu resultado!!  #prontofalei

Resultado de LogIn sim foi ruim, mas com um baita destaques que me parecem MTO positivos. Vou direto a ele: 

(i)  Liberação dos recursos de AFRMM é muito relevante. São 87,5M que vão aparecer no 2T17. Isso é 90% do valor de mercado da empresa. Cara isso é $ que virou caixa agora em maio e que vai aparecer no Balanço do 2T.

 

LOGN3

 

Anotem aí!

Com 87.5M + caixa atual da empresa ela assegura recursos suficientes para pagar sua dívida que está vencendo em 2017. Logo aqueles que ainda acham que ela corre risco de quebrar esse ano, pode tirar o cavalinho da chuva!!

Agora se o vento da produção industrial começar a soprar favoravelmente esse barquinho vai andar!

Ainda tem a queda da taxa da juros que é deveras importante para empresa alavancada como ela.

Anotem aí, resultado do 2T vai ser melhor que o 1T!

 

 

Outros destaques:

(ii) Redução de custos e despesas mais que proporcionais a redução de volumes e receitas mostrando a melhora de eficiência da empresa.

(ii) Achei muito positivo a melhora no TVV com crescimento de Ebitda de 54% (para 7,3M)…tudo bem que base de comparação era baixa, mas ainda assim é relevante. Receita crescendo 14%.

(iii) Redução de 27% no endividamento da empresa de 1,8BI para 1,3BI, sendo agora 91% concentrada no LP.

 

Penso que a LogIn atravessou seu pior momento e navegará em águas melhores. Apesar da estabilização do setor industrial (+0,6%) a LogIn ainda não conseguiu perceber melhora consistente em sua principal operação a Navegação Costeira. Mas teve explicação também porque o resultado foi penalizado por eventos não recorrentes importantes que foram: gastos com a entrega de navio arrendado (fevereiro) e running costs nos navios da empresa que estiveram parados para docagem plurianual (acontece a cada 5 anos) – esses eventos somaram 11M.

 

Resumo:

O EBITDA Ajustado do 1T17 totalizou R$ -7,1 milhões. No mesmo período do ano anterior, foi registrado um valor de R$ – 9,5 milhões. A margem EBITDA Ajustada do trimestre foi de -3,6%.

Olhando o não ajustado, o 1T17 apresentou EBITDA de R$ 14,7 milhões e margem EBITDA de 7,3%.

EBITDA foi afetado negativamente em R$ 11,1 milhões por fatores pontuais:

– Despesas extraordinárias no total de R$ 8,2 milhões relacionados à devolução, em fevereiro de 2017, do navio afretado RR Europa. Sendo R$ 4,4 milhões com running costs (Pessoal, Seguros e Manutenção) e R$ 3,8 milhões referente ao acerto de devolução.

– Docagem plurianual (a cada cinco anos) dos navios Log-In Jacarandá e Log-In Jatobá, este último retornou à operação em fevereiro de 2017. Pelo período que ficaram parados, os navios geraram running costs de R$ 2,9 milhões, sem a contrapartida na receita e elevando a despesa com afretamento de embarcações para substituí-los.

 

Outros:

– volume de cabotagem caiu 6,6% e receita do segmento caiu 17% também por conta da desvalorização do Dólar sobre operações Mercosul.

– custos variáveis caíram 23% seja com volumes menores além das medidas da empresa.

– despesas administrativas decresceram 18%.

– Em 09 de maio de 2017, a Companhia obteve liberação de recursos, através da Receita Federal do Brasil, para sua conta vinculada junto ao Banco do Brasil S.A., no valor de R$ 85,6 mil. Naquela data, o total liberado no segundo trimestre de 2017 montava o valor de R$ 87,5 milhões. Estes valores estarão refletidos nas demonstrações contábeis referentes ao segundo trimestre de 2017.

 

SANEPAR (SAPR4) – VALE A PENA ENTRAR NESSE CANO! 

Resultado bom, com crescimento de receita e custos e despesas controlados gerando ganho na margem Ebitda e maior geração de caixa. LL tirou o brilho do resultado e decorre de provisões e gastos com PDV e aposentadorias incentivadas, o que acho super ok. Não gostei do aumento em contas vencidas que resultou num leve aumento de provisões para perdas. Nada absurdo, mas não foi positivo.

Resultado de imagem para criança fazendo beiço

Considerando que tem o reajuste de tarifa pela frente é possível ver a empresa entregando um lucro de ~ 690M a 700M esse ano. Com isso, papel estaria negociando a 7,7x lucro; um P/VPA de 0,98x pro fim do ano (considerando de 25% de distribuição e retenção do resto); com um ROE de ~13,5% não me parece fazer sentido negociar abaixo de book e considerando redução de juros e um WACC baixo dela, diria que há aí um upside de 30% (1,3x book; 10x P/L).

Os “mordidos” com a Agepar daqui a pouco tiram o “beiço” evoltam a comprar…e quando isso acontecer estarei lá sentado em cima aproveitando a valorização do ativo. 

 

SAPR4

 

Resumo: 

Volumes e Receitas. Volume faturado de água cresceu 3,2% no agregado, e de esgoto 6,3%.  Cresceu 14% com o aumento de volume faturado e ainda refletindo o aumento de 10,5% na tarifa em abril/2016.

Custos e despesas. Praticamente estáveis, mas sendo muito positivamente beneficiados com menores custos com energia elétrica. A queda nessa linha compensou o aumento em outras. “Outras despesas comerciais” deram um salto saindo de 10MM pra 19MM, ainda que pouco representativo, seria interessante entender. Despesas administrativas caíram bem (-14%) em decorrência da diminuição das despesas com abono, indenizações e avisos prévios e também relacionados ao Programa de Aposentadoria Incentivada – PAI.

Ebitda. Com receita crescendo e custos e despesas flat e/ou caindo, O EBITDA Ajustado do 1T17 foi de R$ 408,8 milhões, 44,7% maior se comparado ao 1º trimestre do ano anterior (EBITDA Ajustado do 1T16 R$ 282,6 milhões). Margem Ebitda saltou 9,1 p.p. atingindo 44.1%.

Lucro. Crescimento de 11% no lucro ante o 1T16 parece pequeno, mas há de se considerar que este não conta com o recente aumento de tarifas decorrente da revisão tarifária e ainda leva em conta maiores provisões com PDV e Aposentadoria incentivada.

Revisão Tarifária. O índice de reposicionamento tarifário aprovado foi de 25,63% diferido em 08 anos com a primeira parcela de 8,53% a ser aplicada em 2017 e as demais a um índice de 2,11% acrescido de correção financeira através da aplicação da Taxa SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) sobre a diferença entre as Receitas Requerida e Verificada.

 

 

COSAN (CSAN3) – NÃO TÃO DOCE, MAS COM GÁS! 

Resultado não foi brilhante, mas mostrou a consistência de evolução no segmento de distribuição de combustíveis com crescimento de geração de caixa. Aliado a isso a Comgás vai muito bem e é um braço muito relevante e importante de sustentação a geração de caixa da empresa. Operação de cana sempre complexa de ler e com resultados bem voláteis; mostrou fraqueza nesse trimestre, e tirou um pouco do brilho. Moove segue uma evolução impressionante. Chamou atenção a forte redução do endividamento da companhia o que é positivo (redução de 1,8BI de dívida com impacto de câmbio, mas também amortizações).

Empresa gerou bastante caixa mas usou grande parte para reduzir alavancagem (pagou 1,8BI em dívidas no ano, de um total de ~14,4BI) e CAPEX, com isso o FCFE foi baixo em 139MM (3,6% de FCF to yield considerando o dado anualizado).

Cosiderando o guidance da cia de um Ebitda anualizado de 4,5BI, uma dívida líquida de ~9,4BI, um market cap de 15,3BI (ação a abixo de 38), chego num EV/Ebitda de 5,5x. Acho perfeitamente razoável e aceitável pagar até 6,5x, logo parece ter uns 18% de upside. Acho que um target razoável os 45,00.

CSAN3

CONSOLIDADO.

Ebitda de 1,1BI e 205MM de LL.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,1 bilhão no 1T17 (-4%), uma vez que os melhores resultados da Raízen Combustíveis e da Comgás foram parcialmente compensados pelo menor resultado contábil da Raízen Energia que foi afetado pelo câmbio (efeito não caixa). Incluindo o efeito de hedge cambial, o EBITDA ajustado seria de R$ 1,2 bilhão, crescendo 8%.

Custo de dívida recuou bem com menor montante de dívida, juros menores e por não designarem instrumentos para proteção do principal da dívida com bônus perpétuos.

CSAN3 B

 

PARTES

Combustíveis. Crescimento de 16% do Ebitda com volume crescendo apenas 1%, mas com melhor mix (maior participação de gasolina). Receita cresceu 8%. Surpresa positiva veio da diluição de despesas que decresceram em 6%, refletindo ganhos de eficiência em custos, uma vez que a rede de postos revendedores segue crescendo, e também com menor investimentos em marketing.  R$111 ebitda/m³ crescimento de 15% YoY.

Energia. O 1T17, quarto trimestre da safra 2016/17 e período de entressafra da Raízen Energia, concentra as atividades de manutenção. Preço melhor de venda de açúcar foi offsetado por menos vendas no período (-4%), maiores custos (consecana +23%, indicador que afeta os custos de arrendamento de terras e compra de cana de fornecedores) e menor taxa de câmbio do período. Com isso, o Ebitda do segmento foi 36% menor – exclui-se dessa conta a variação do ativo biológico, o hedge accounting de dívida.

Comgás. Ebitda cresceu 19% com aumento de 3,5% de volume e com queda de custos de gás mais que proporcionais a redução de receita advinda do menor valor do gás.

Moove. Apesar de pouco representativo (~3% do Ebitda Total) vem crescendo bem a operação de venda de lubrificantes. Ebitda do segmento cresceu 67%, com aumento do volume de vendas (+1%), melhora do mix, e a valorização do Real contribui para um menor custo dos produtos vendidos.

 

 

 

ECORODOVIAS (ECOR3) – TOO LATE 

Papel andou essa semana…peço desculpas, mas não deu tempo de passar um briefing antes…enfim segue minha visão do resultado do 1T17. 

Achei resultado bom dentro do que eu esperava, ou seja um fluxo rodando flat e o incremento de tarifa gerando crescimento de receita. Boa notícia foi o ganho de margem operacional nas concessões rodoviárias. Ecoporto segue gerando Ebitda negativo e pesando o resultado, mas com alguma melhora na economia isso pode eventualmente ser revertido. Empresa apresentou certa disciplina de custos e despesas o que também é bom. Na última linha creio que as perspectivas são boas pois a simples redução de juros gera um baita efeito benéfico pra ela.

Com 1,8BI de Ebitda (440×4) e 9,5BI de EV, papel rodaria a 5,3x o múltiplo; penso que 6,5x é algo justo, ou seja tem (TINHA) uns 22% de upside. (target em R$ 11.42)

Olhando Lucro. Fechando o ano com 400MM e atual market cap de 5,2BI, rodaria a 13x; penso que 15x eh um bom número pra ela, logo uns 15% de upside (target em R$ 10,80)

Sigo achando que vale uns R$ 11…com esses números e sem um novo projeto no máximo R$ 12. 

ecor3

 

Resumo:

~89% das receitas são concessões de Rodovias. ~10% é o Ecoporto Santos.

Fluxo. O tráfego consolidado de veículos equivalentes pagantes apresentou aumento de 0,6% no 1T17, desconsiderando a ECO101 que foi impactada pela greve da Polícia Militar no estado do Espírito Santo e considerando 28 dias no mês de fevereiro de 2016, houve crescimento de 2,8%.

Tarifa. A tarifa média consolidada por veículo equivalente pagante apresentou aumento de 9,0% no 1T17, devido, principalmente, à aplicação dos reajustes tarifários nas concessões rodoviárias.

Com a interação de fluxo flat mas aumento de tarifa, a receita cresceu 10%.

Custos cresceram 13%, mas essencialmente com construção, não recorrentes com consultorias para estudo de viabilidade econômica da participação nos leilões de concessões em SP, e consultoria para redução de capex. Crescimento do custo caixa foi menor que inflação e ficou em 3%.

Empresa teve maior despesas com vendas com pagamento de maiores comissões para retenção de clientes dada concorrência acirrada no Porto de Santos

Ebitda cresceu em linha com receita em 10%. Margem Ebitda em concessões melhorou 3p.p. atingindo 74,3%.

Resultado financeiro foi bom, com queda de 18% nas despesas financeiras, já com o cenário de redução de juros fazendo preço nos juros de financiamentos e na marcação das debentures. Vale lembrar que ela tem 5bi de dívida sendo 90% atrelado a CDI e IPCA.

Crescimento de 43% do lucro comparável, atingindo 98MM neste trimestre.

Curiosidade. ECOR3 passa a integrar a carteira do Índice Brasil 50 (IBrX50)

 

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