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OLHA O BALANÇO DO BALANÇO…PARD3

Bolsas, Brasil

Linhas gerais…

Crescimento de receita de 24,6%, com custos crescendo um pouco menos (+23,6%), ainda que seus efeitos tenham sido maiores no segmento PSC; com isso margem bruta melhorou 50 bps; despesas mais altas com o aumento de salários por conta do dissídio e as despesas com IPO….Sobre as despesas vale o parênteses de que se tu excluir os efeitos do IPO (gastos não recorrentes) essas teriam um crescimento bem modesto ante a Receita Líquida; Ebitda ajustado pelos efeitos não recorrentes cresceu 24,6% com a mesma margem do 2T16.

Abrindo nos segmentos..

Lab-toLab. Crescimento de 17,5% da receita se deu pelo aumento do volume de exames de 19,5% e do aumento de 4,5% no ticket médio. Basicamente o Pardini segue sua estratégia de captação de novos clientes e aumento do share of wallet nos clientes existentes…com isso a tendência seria de queda de preços mesmo, com intuito de captar novos clientes…mas o reajuste nos exames ajudou para que entregassem esse crescimento. No mais a receita bruta por cliente aumentou, e o SSS foi, a meu ver , forte em 12,6%…ou seja o crescimento de receita com os mesmos clientes foi responsável por 72% do crescimento das receitas do segmento nesse 2T.

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PSC. A receita de PSC cresceu 35% por conta da aquisição que fizeram final do ano passado do Guanabara (RJ)…excluindo isso seria 0%. Mas ok. Quebrando pelas praças ficou claro que Minas e Goiás vão bem, Rio é novo mas também está ok e SP vai mal. Pra chegar nessa receita maior, o Pardini percebeu aumento de volumes de exames de 7,2% e crescimento do preço médio em 26%…muito por conta do efeito do Guanabara nos números. No mais fecharam algumas unidades e abriram outras, o net foi de um crescimento de 12% na área total de suas lojas e um crescimento, a meu ver bem saudável de receita bruta por m².

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Minha visão é de que o PSC segue sendo um segmento menos “porrada” e a cia enfrenta alguns desafios…mas a aquisição do Guanabara foi um chute certo e em geral o segmento vai bem. 

 

Pontos Negativos.

(i) SP segue sendo uma pedra no sapato…representa 11% da receita de PSC, algo como 5% do agregado, mas ainda assim foi o único ponto que posso dizer que foi negativo. Mas ainda assim, dentro do esperado…a PARD3 tá tentando ciscar no galinheiro da FLRY, aí é mais difícil neh!

(ii) SSS agregado do PSC foi baixo …em 2,1% … bem aquém dos trimestres anteriores.

 

Lucro fraco? 

Lucro cresceu apenas 2,4% e me decepcionou…a explicação reside nos eventos não recorrentes que citei aqui e também reflete a decisão da empresa de melhorar sua estrutura de capital. Com isso ela pagou dividendos e emitiu dívida. Menos caixa e alguma dívida, deterioram o resultado financeiro…numa primeira leitura parece ruim, mas dado o baixo custo de captação dos recursos de terceiro, faz todo sentido pra empresa!

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ROIC segue alto e acima da casa dos 30%! Quantas empresas tem isso hoje em dia?

 

Conclusão

Resultado bom no operacional, mas com alguns pontos de menos brilho…depois do rally recente tenho receio que mercado bata…mas sigo vendo a empresa totalmente no caminho certo! 

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