RESULTADOS 1T17: OLHA O BALANÇO 3 – BVMF3

Bolsas, Brasil
Tempo de leitura: 4 min

Não que isso faça alguma diferença agora, face ao cenário…mas pra quem não lembra, semana passada também tivemos divulgação de resultados trimestrais do 1T17. Fiz esse resumo de BVMF….papel eh bom e a meu ver vale o carrego…mas tem q ter estômago!

 

BM&Bovespa (BVMF3)

Resultados bons ainda que difícil de analisar pela integração com a Cetip que gerou um impacto relevante de one off’s que explicam o baixo lucro apresentado (210M x ~625M que pode ser esperado para a cia integrada). Resultado do 2T ainda deve carregar um pouco disso com despesas não recorrentes, o que afeta a estimativa de LL de 2017 que deve ser baixo e fazer com que a ação negocie temporariamente com um P/L alto parecendo cara.

O que chama atenção na empresa é que essa integração gera um empresa muito potente em termos de geração de caixa e cada vez mais monopolística em seu setor, com receitas bem diversificadas e maiores barreiras a entrada. A B3 afasta o receio que sempre houve da entrada de algum player no Brasil. Com isso o que resta é uma empresa que se beneficia completamente de qualquer melhora do mercado financeiro brasileiro, com margens elevadas e com baixa necessidade de investimentos (relativamente sua geração de caixa).

Daqui para frente ele vai trabalhar para gerar as sinergias com a fusão; passa a ser uma empresa com dívida (dado que vinha carregando um caixa gigante para pagar a aquisição); 2017 ainda será um ano de consolidação, mas olhando o múltiplo “limpo” de 2018 o papel parece bem barato negociando a ~16x Lucro.

 

RESUMO

Receita. Crescimento de 7,6% YoY puxada pelo segmento Bovespa (representa 26% do total) +21,5% compensando a queda em BM&F (representa 24% do total) -10%. Receitas Cetip (26% do total) cresceram 4,6%. Outras receitas (14% do total) cresceram 15% como resultado do maior volume de empréstimos de ativos (+15%) e volume de operação de Tesouro Direto (+40%).

BVMF3

 

Despesas. Aqui houve o impacto não recorrente de 314,6M (após impostos) com a integração com Cetip. Ajustadas as despesas cresceram relativamente em linha com receitas (+8,5%).

Resultado Financeiro estável em 198M com o ganho de receita financeira com maior caixa sendo offsetado por maiores despesas financeiras com juros de debentures e hedge do principal de notes que a empresa possui.

Lucro líquido de 209M, queda de 56,0% YoY impactada por itens extraordinários relacionados à Combinação de Negócios, reconhecimento de provisões e redução ao valor recuperável de ativos. Excluindo isso o lucro teria sido 524M +9,6%.

Proventos. CA deliberou o pagamento de JCP de 140M a serem pagos em 7/jun com data base 22/mai.

Caixa. O caixa próprio da B3 totalizou R$13.358,9 milhões, e inclui: (i) de R$2,5 bilhões a R$3,0 bilhões em recursos necessários para a atividade da Companhia (incluindo R$983,5 milhões de recursos restritos vinculados à estrutura de salvaguardas das clearings); (ii) R$8,4 bilhões em recursos utilizados para o pagamento aos ex-acionistas de Cetip da parcela em dinheiro da Combinação de Negócios, efetuado em 28 de abril de 2017; e (iii) R$510,5 milhões relacionados ao pagamento em 3 de abril de 2017 do Swap cambial (hedge do principal da Dívida 2020)

 

 

 

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