Disney (DIS) – O entretenimento que deu certo?

EUA, Lá Fora
Tempo de leitura: 12 min
Disney (DIS) – O entretenimento que deu certo?

 

Primeiramente, é válido explicar que cada vez mais comentaremos sobre investimentos internacionais aqui no Bugg. Ser um investidor global já é uma realidade hoje e mais do que nunca precisamos internacionalizar nossos investimentos. Afinal de conta, a maioria dos produtos que consumimos são dolarizados e são de fora… No momento que este artigo está sendo escrito, eu estou usando um computador que possui o Windows da Microsoft (MSFT), com teclado e mouse da Logitech (LOGI). Muitos irão ler em seus smartphones… Apple (AAPL) e muitos irão nós encontrar ao pesquisar no Google (GOOG) sobre finanças. Eu poderia ficar por muito tempo citando coisas ou serviços que usamos no nosso dia a dia e que são dolarizados, então por que não ser sócio dessas companhias tão presentes no nosso cotidiano? Por que não proteger nosso dinheiro suado em uma moeda forte? Se eu não conseguir convencer vocês, talvez o William consiga, ele deu 5 motivos para se ter investimentos internacionalizados (LINK AQUI).

 

Voltando ao que interessa! Pode parecer brincadeira, mas assim como o Thanos (do universo Marvel), parece que a Disney descobriu como fazer bilhões (literalmente) no “estalar dos dedos”, e em um mercado cada vez mais competitivo.

 

QUEM É A DISNEY?

Ok, essa pergunta é meio idiota, mas acredito que algumas coisas nem todo mundo sabe. Em 1923 (Sim, a companhia tem quase 100 anos de existência) a Walt Disney Company começava sua trajetória ao assinar um contrato para produzir séries de Alice. Em 1928 a companhia lança sua primeira animação (Mickey Mouse). O primeiro grande sucesso de bilheteria veia com a Branca de Neve em 1940, durante a Grande Depressão (crise de 29) nos Estados Unidos. Foi um movimento muito arriscado para a companhia, mas que colocou ela em outro patamar, além de ter sido a primeira animação colorida no mundo. Em 1955, ela abre seu primeiro parque, o “DisneyLand” e em 1971 ela abre o primeiro “Disney World”.

Apenas um breve resumo sobre a companhia. O restante fica bem explicado mais abaixo, então bora!

 

LET IT GO, LET IT GO

Primeiramente, um gráfico de tirar o fôlego!

Fonte: Investing.com

Quem comprou na mínima do papel, lá em 2009 e ficou com as ações até hoje, acumula um retorno de expressivos 870%. Mágica? As pedras do infinito ajudaram? Sim e não. Os parques ajudaram muito a Disney e deram força para o seu crescimento. Não é à toa que hoje é o segundo maior segmento que gera receita para companhia, atrás somente de “Media Networks” (operação de televisão, com os canais ESPN e ABC).

Quando olhamos 7 anos atrás, para cada $1 dólar em lucro operacional que a Disney fazia com seus parques e resorts, ela gerava $3 dólares com “Media Networks”. Hoje essa proporção caiu para $1,5 na operação de TV, por que os parques viraram coisa séria para a companhia. E não importa, se eles aumentam o preço, as filas ficam cada vez mais longas. Isso tem até gerado problemas de superlotação em vários parques da empresa. Inclusive, essa vertical da companhia já ultrapassou “Media Networks” em receita.

Fonte: Release Disney 4T19

Mas como a Disney consegue isso? Por que eles cativam em um nível surreal. Eu nunca fui, mas todos (sem exceção) que eu conheço que já foram, falaram que o serviço é diferencial lá. E basta pesquisar também! Michael Nathanson, um analista de mídia de longa data, estima que a companhia deve investir pesado nos próximos 5 anos nesse segmento (mais do que Pixar, Marvel e a Lucasfilm somados), com construção de hotéis, parques, cruzeiros e resorts.

Logo, para os próximos anos, devemos ver a Disney crescendo ainda de forma consistente neste segmento.

 

ESTÚDIOS E TV, UMA FÓRMULA MÁGICA!

Aqueles que prestaram atenção no gráfico anterior, notaram que é desde 2009 para frente né? Pois então, foi de propósito. Em 2009, foi o ano que a Disney fez uma das suas aquisições mais importantes, a Marvel Studios. De lá para cá, o segmento de Studio Entertainment (Os estúdios de filmes e séries) explodiram. Esse segmento tem crescido a dois dígitos nos últimos anos e virou um grande potencial para a Disney explorar. Desde a aquisição ela viu seu EPS (LPA) sair de $1,77 para $7,33 em 2018, uma alta astronômica de 314%.

Um dado curioso sobre o potencial desse segmento. Dos 17 filmes que fizeram $ 1 bilhão de dólares em menos de 30 dias, 10 são da Disney (8 são da Marvel e 2 da franquia de Star Wars). A Disney também chegou a comprar a Lucasfilm, dona da Franquia de Star Wars, em 2012. Não obstante, o crescimento das receitas no 4T19 da parte de estúdios, foi de expressivos 52%!!! E ano vs ano foi de 11%, um crescimento muito bom. Em 2018, este segmento já tinha crescido 19% em relação a 2017.

Fonte: Release Disney 4T19

Esperamos que com a aquisição da Fox Century (estúdios), concluída este ano, faça esse segmento crescer ainda mais. Esta aquisição permite a Disney explorar ainda mais o universo Marvel (que tem se mostrado bastante rentável), com Deadpool, X-Men, Quarteto Fantástico, além de outras séries e filmes exclusivos da Fox. Vale ressaltar que em 2006 ela adquiriu a Pixar que produziu filmes como Carros, Procurando Nemo e Toy Story.

A vertical de Media Networks (Tv a cabo e Broadcast – Tv por Atena) são responsáveis por gerar muita receita para companhia, cerca de 35% da receita total. Esse segmento ainda tem muito valor, ESPN continua sendo o canal número 1 entre os homens pela 13º vez consecutiva, além disso, ela é dona da ABC, Disney Channel, Lifetime, canal FX, Freeform e National Geographic. TV a cabo domina o segmento de Media Networks, com 66% da receita total.

Fonte: Release Disney 4T19

Parece que a Disney tem quase todas as joias do infinito (falta só a DC! rs).

 

GUERRA DO INFINITO PELO STREAMING

A Disney, não satisfeita, também quer um espaço no serviço de streaming (transmissão continua de filmes, séries e documentários). O serviço vai se chamar Disney+ e foi lançado no dia 12 de novembro de 2019. Além disso, vai englobar filmes e séries exclusivos do universo Marvel, Star Wars, Pixar e Disney. Juntamente com ESPN+ e o Hulu (que já era um serviço de streaming).

Um dia após o Netflix adquirir a Millarworld (responsável por “Kick-Ass”, “Old Logan” e “Kingsman”), a Disney anunciou que iria retirar todos os seus filmes e séries da plataforma do do Netflix. Será que isso vai ser o suficiente para incomodar a Netflix, hoje a maior streaming de filmes e séries? Bom, é um começo. Logo no seu primeiro dia de lançamento, o Disney + conseguiu mais de 10 milhões de assinantes… Levando em consideração que o Netflix possui 158 milhões de assinantes hoje no mundo inteiro, o serviço da Disney já nasce com 6,3% de usuários em relação aos da Netflix, o que é muito bom.

Porém, existem algumas “limitações” por enquanto: (i) O serviço está apenas disponível nos Estados Unidos e Canada. Com previsão de chegada para alguns países da Europa em 31 de março de 2020 (Brasil nem foi comentado como sempre); (ii) O serviço é totalmente voltado para fãs de Disney, Marvel e Pixar. Não espere encontrar um filme clássico como Gênio Indomável ou Sociedade dos Poetas Mortos.

Então é ruim? Claro que não! Se você é super fã da Marvel e dos filmes da Disney num geral, esse serviço foi feito para você. Além disso, a Disney recomprou a totalidade da Hulu em maio de 2019 e eles estão trabalhando para que essa vertical seja voltada para séries e filmes mais voltadas para o público adulto (hoje o Hulu já conta com The Handmaid’s Tale e Castle Rock como séries mais famosas da plataforma).

E está caro lá fora? Também não!

Fonte: Disney

Está saindo mais barato que assinar Netflix ($15,99 para 4K e $12,99 para HD). Notem, por $ 12,99 você leva 3 serviços de streaming para casa ou se preferir apenas o Disney + por $6,99. Vamos levar em consideração que 100% da base (10 milhões) tenham pego o plano de $6,99… isso já dá cerca de $69,9 milhões de dólares por mês para a companhia ou se assumirmos 1 ano sem alteração da base de assinantes, teríamos $838,8 milhões (isso já é 1,2% da receita total anual dela).

O serviço de subscription (assinatura) tem muito valor e de quebra deixa mais previsível o fluxo de caixa da empresa. Além disso, a tendência é que essa base cresça muito mais de acordo com a liberação do serviço para outros países e com a produção de novas séries originais voltadas para a plataforma.

SE TORNANDO UM INVESTIDOR GLOBAL…

O jeito então é se tornar um investidor global! Tem uma área do site dedicada a isso: confere!

Mas o primeiro passo é abrir uma conta em alguma corretora de valores americana que aceite investidores não residentes. Eu uso a Avenue Securities para investir nos EUA…você precisa apenas de um documento de identificação e um comprovante de residência para o cadastro em um processo que não leva mais do que alguns poucos minutos.

A Avenue foi desenhada para atender investidores de varejo que moram na America Latina e desejam acessar o mercado gringo pela primeira vez….custos acessíveis, processo de abertura de conta simples, sem custos de de abertura e manutenção conta, customer service em português (ou seja, o site já está traduzido e pronto para brasileiros), sem um mínimo para começar a investir…ah e o mais importante, com câmbio integrado… MUITO mais fácil enviar recursos para fora!

Com a conta aberta, basta você mandar os recursos do seu banco para a corretora e realizar uma operação de câmbio para sua conta americana. Com o saldo de dólares já disponível nos EUA, basta comprar as empresas que vocês desejarem, simples assim.

 

APROVEITE ESSA! 

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Era isso, valeu!

Breno Bonani.

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