Beyond Meat (BYND) – O MELHOR IPO DE 2019 E VOCÊ FICOU DE FORA??

EUA, Lá Fora
Tempo de leitura: 14 min


Primeiramente, é válido explicar que cada vez mais comentaremos sobre investimentos internacionais aqui no Bugg. Ser um investidor global já é uma realidade hoje e mais do que nunca precisamos internacionalizar nossos investimentos. Afinal de conta, a maioria dos produtos que consumimos são dolarizados e são de fora… No momento que este artigo está sendo escrito, eu estou usando um computador que possui o Windows da Microsoft (MSFT), com teclado e mouse da Logitech (LOGI). Muitos irão ler em seus smartphones… Apple (AAPL) e muitos irão nós encontrar ao pesquisar no Google (GOOG) sobre finanças. Eu poderia ficar por muito tempo citando coisas ou serviços que usamos no nosso dia a dia e que são dolarizados, então por que não ser sócio dessas companhias tão presentes no nosso cotidiano? Por que não proteger nosso dinheiro suado em uma moeda forte? Se eu não conseguir convencer vocês, talvez o William consiga, ele deu 5 motivos para se ter investimentos internacionalizados (LINK AQUI).

 

QUEM É A BEYOND MEAT?

A Beyond Meat é uma produtora de substitutos de carne à base de plantas, com sede em Los Angeles, fundada em 2009 por Ethan Brown. Os produtos iniciais da empresa foram disponibilizados nos Estados Unidos em 2013. A Beyond Meat é uma das empresas de alimentos que mais cresce nos Estados Unidos, oferecendo um portfólio de carnes revolucionárias à base de plantas. Eles fazem “carne” (salsicha e frango também) diretamente das plantas, uma inovação que permite aos consumidores experimentar o sabor, a textura e outros atributos sensoriais dos produtos à base de carne populares, enquanto desfrutam dos benefícios nutricionais de comer os seus produtos.

 

FAKE MEAT: UMA NOVA ONDA

Beyond Meat produz vários tipos de carnes 100% vegetarianas. Você deve estar se perguntando, mas isso realmente presta? Parece que sim, a companhia realizou sua abertura de capital na Nasdaq dia 02/05/19 e viu suas ações saírem do preço de abertura de $ 25 para $ 46, logo no início da tarde. E chegaram a fechar ao preço de $ 65,75 no seu primeiro dia, retornando aos seus investidores que entram na oferta 163% em um único dia. Arrecadando assim $ 240 milhões no IPO, que serão usados para aumentar as vendas e os produtos oferecidos.

Vale ressaltar que em quase 3 meses a companhia ainda retornou aproximadamente para seus investidores 840% de retorno!!! Quem conseguiu comprar no segundo dia, vamos supor a $66 dólares no preço de abertura e segurou esse período, teve um retorno de 254% neste mesmo período.

Fonte: br.investing.com

A companhia parece indicar mais umas das tendências de IPO’s para os próximos anos, que é o segmento de “FoodTech”. Uma vez que a mesma, emprega tecnologia para criação de seus produtos e como eles não levam carne animal, precisa-se de muita tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para a criação dos seus produtos. Atualmente, a companhia conta com 3 produtos, o Beyond Beef (“carne” normal mesmo), Beyond Burger (carne de hambúrguer) e a mais nova Beyond Sausage (linguiças).

Mas será que são boas? Parece que são muito boas, chegando a MUITO PRÓXIMO do que seria a carne animal. Quem comeu, diz que consegue sentir a diferença, mas o gosto, o cheiro, a textura, lembram muito carne de verdade. Como eu disse é muita tecnologia e estudo empregado para a criação desses produtos. Não obstante, Beyond Meat já está em mais de 35mil estabelecimentos nos EUA e em redes extremamente famosas, como Whole Foods, Target, Del Taco, TGI Fridays e Carl’s Jr.

Para servir de curiosidade, Ethan Brown que é o engenheiro por trás da criação da companhia explicou em uma entrevista para a Business Insider que “carne” é basicamente 5 coisas: aminoácidos, lipídios, água, alguns minerais e traços de carboidratos. Todas são fontes abundantes em plantas, o desafio está em montar na arquitetura da carne. Inclusive, o Bill Gates em 2013 investiu na startup após provar os produtos da companhia.

Ah mas eles devem só ter vegetarianos/veganos como clientes! Parece que não, eles não têm atingido vários tipos de públicos. Algumas pessoas (como eu), gostariam de parar de comer carne ou pelo menos reduzir o seu consumo… A companhia tem trazido soluções mais acessíveis para este tipo de público.

Então é isso? Uma empresa perfeita? Num setor sem competição? Não. A companhia já tem concorrentes de peso, o “Impossible Burger”, da companhia Impossible Foods, é um deles. Eles fazem praticamente a mesma coisa, o mesmo produto, sendo que alguns falam que o hambúrguer da Impossible Foods tem um gosto até mais próximo ainda da carne bovina (e olha que ele é feito de plantas).

Recentemente o Burguer King (BKBR3) fez uma parceria com a Impossible Foods para distribuição de um hambúrguer “Veggie” usando seu “Impossible Burger”. No Brasil, esse hambúrguer está sendo distribuído pela Marfrig (MRFG3). Além da Impossible, existem também Gardein, Don Lee Farms, Fiel Roast. E não para por aí, empresas tradicionais estão entrando na festa também, como Tyson Foods, Kellog (via marca MorningStar Farms) e Nestlé (via marca Sweet Earth).

 

DESAFIOS DE UM NOVO MERCADO

Essa nova onda caiu no gosto da nova geração seja por preocupação com o aquecimento global, por saúde ou militância contra a crueldade aos animais. O faturamento combinado das alternativas vegetarianas para carnes, leites, queijos e ovos subiu quase 20% nos EUA, segundo a Nielsen.

O fato de o IPO ter sido um sucesso vai trazer os holofotes para o setor. O ruim do “boom” de setores que estão em sua fase inicial, é que as vezes as companhias acabam mal precificadas ou até difíceis de se precificar… E com a concorrência se acirrando em cima do setor, isso tende pressionar ainda mais as margens da companhia, que pode acabar sendo forçada a entrar em uma guerra de preços.

A concorrência está esquentando no setor de proteínas de origem vegetal, que hoje já está no valor de U$ 14 bilhões e segundo Wall Street pode chegar até U$ 140 bilhões. Além disso, esse setor tem que enfrentar o setor de carnes animais que já somam U$ 270 bilhões. A Beyond Meat inclusive analisou quanto o leite a base de plantas capturou do leite normal e acredita que pode capturar 13% ou U$ 35 bilhões do mercado internacional de carne.

A empresa também está voltando seus produtos para supermercados grandes e conhecidos na tentativa de capturar mais clientes, e fechando parcerias. Infelizmente, suas ações já começaram a sofrer um pouco por conta da entrada de novos concorrentes e por alguns eventos: (i) A Nestlé como já dita anteriormente, entrou no mercado de carnes vegetais e anunciou o “Incredible Burger” (traduzido “Hambúrguer Incrível”) via sua marca “Sweet Earth” na base de soja e trigo. Isso fez com que as ações da Beyond Meat sofressem uma pressão vendedora, que acabou jogando os papeis da companhia para baixo; (ii) O banco JP Morgan rebaixando as ações e comentando que a companhia já tinha subido demais e que agora estavam precificando muito crescimento futuro e que era melhor aguardar. Mais uma vez as ações cederam e caíram mais um pouco; (iii) Teve o fim do período de “Lock-Up” (que é uma espécie de trava para o investidor) das ações no dia 29 de outubro. O investidor que entra no IPO (Abertura de Capital) com o “Lock-Up”, fica alguns meses sem poder vender suas ações, após o período estabelecido ele pode decidir por vender ou continuar com elas. Este último evento também fez com que os papeis da companhia caíssem.

Fonte: br.investing.com

 

UM CRESCIMENTO DIFÍCIL DE SE ACOMPANHAR

As receitas, ou seja, o dinheiro que ela ganhou de suas vendas, cresceu em 170% em 2018 em relação a 2017 e em 2016 para 2017 cresceu 101%. Porém, o Lucro Líquido da companhia na verdade tem sido só prejuízo. Em 2018 a companhia reportou perda de $ 29,9 milhões, em 2017 de $ 30,4 milhões e em 2016 de $ 25,1 milhões.

No terceiro trimestre deste ano a companhia bateu todas as estimativas do mercado, deixando muita gente sem entender. Analistas esperavam um registro de EPS (LPA) U$ 0,03 centavos e cerca de U$ 82 milhões de receita. A companhia entregou um lucro por ação de U$ 0,06 centavos e uma receita de U$ 92 milhões (250% de alta ano contra ano).

Fonte: Beyond Meat Release 3Q19

Suas receitas e pedidos foram tão altas que fez a empresa aumentar o guidance anual. Mas nem tudo são flores rs… Apesar do resultado satisfatório, é preciso ver se a administração da companhia consegue aumentar efetivamente a demanda do seu produto. A empresa está sofrendo com concorrência no varejo e precisa continuar vendendo muito mais do que ela vende para manter os níveis atuais de lucratividade.

Chegamos então na pergunta: como e o que fazer para aumentar a demanda? O caminho mais óbvio no momento parece ser as parcerias. No momento a companhia está em parceria como Mc Donald’s, Dunkin, KFC e Subway. Essas parcerias não trazem só novos clientes, mas também pedidos maiores. Notem que é um setor meio que “anti-crise”, uma vez que a demanda no longo prazo, se estabelecida, não tende a diminuir tanto que nem em outros setores por que as pessoas continuam consumido comida no geral.

Outro plano apresentado pela companhia para aumentar a demanda, é diminuir a diferença de preço entre a carne animal e o seu produto. Este é mais difícil de se aplicar, uma vez que ela vai ter que dar um jeito de reduzir os custos dos seus produtos para tentar barateá-lo e no longo prazo isso é mais difícil de se manter.

Esses custos altos são uns dos motivos do por que ela não consegue dar lucro ainda… Estão gastando mais do que arrecadam, e faz sentido, é justificável. A companhia está crescendo e precisa cada vez mais gastar no desenvolvimento de novos produtos, aquisições de companhias para melhorar suas operações, atender novas demandas, dentre outras coisas. É totalmente discutível se vale a pena ou não ter ações as da companhia, devido ao retorno que ela gerou até o momento, mas temos que admitir que é um case bem interessante e vale a pena ficar de olho.

 

SE TORNANDO UM INVESTIDOR GLOBAL…

O jeito então é se tornar um investidor global! Tem uma área do site dedicada a isso: confere!

Mas o primeiro passo é abrir uma conta em alguma corretora de valores americana que aceite investidores não residentes. Eu uso a Avenue Securities para investir nos EUA…você precisa apenas de um documento de identificação e um comprovante de residência para o cadastro em um processo que não leva mais do que alguns poucos minutos.

A Avenue foi desenhada para atender investidores de varejo que moram na America Latina e desejam acessar o mercado gringo pela primeira vez….custos acessíveis, processo de abertura de conta simples, sem custos de de abertura e manutenção conta, customer service em português (ou seja, o site já está traduzido e pronto para brasileiros), sem um mínimo para começar a investir…ah e o mais importante, com câmbio integrado… MUITO mais fácil enviar recursos para fora!

Com a conta aberta, basta você mandar os recursos do seu banco para a corretora e realizar uma operação de câmbio para sua conta americana. Com o saldo de dólares já disponível nos EUA, basta comprar as empresas que vocês desejarem, simples assim.

 

APROVEITE ESSA! 

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Era isso, valeu!

Breno Bonani.

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