20200901 – PODCAST BOM DIA USA: Zoom surpreende, Nestle compra empresa de Biotech e mais uma Pequena e Lucrativa

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Tempo de leitura: 11 min

E para quem gosta de ler, aí está a transcrição do podcast. Esse é um podcast destinado aos clientes da Avenue. O texto aqui é apenas uma transcrição e Tais comentários não devem ser visto como qualquer tipo de recomendação de investimentos. 

**ONTEM**

O desempenho do mercado se mostrou misto na segunda feira. https://rb.gy/bwxlet

  • Dow: -0.78%, puxado pela queda dos bancos com o KRE -1.7%
  • S&P: -0.22%
  • Nasdaq: +0.7% puxado por biotech.
  • Setores: destaque para o setor de Biotech com o XBI +2.78% e com alta mais moderada o setor de tecnologia XLK +0.32%. Em termos de ativos VRTX +3.4%, Alexion – ALXN +6.8%, REGN +2.9%, Seattle Genetics SGEN +3%..além dela tivemos AMD +6.2%, NVDA +1.7%, AAPL +3.4% e TSLA +12.6% Na ponta negativa novamente o setor de energia/petróleo com o XLE -2.2% e o XOP-2.92%. Em termos de ativos a Phillips 66 PSX -5.4%, Marathon MPC -4.4% e Valero VLO -4.2% todas de refino caindo forte.

O S&P 500 subiu mais de 7% em agosto, junto com o Dow. Foi o melhor agosto para o Dow desde 1984 e o melhor agosto para o S&P 500 desde 1986. O S&P 500 também registrou seu quinto avanço mensal consecutivo. Desde 1950, houve apenas 26 casos em que o índice de mercado mais amplo subiu por cinco meses consecutivos.

  • Dólar: O dólar voltou a subir ontem … alta de 1,21%, cotado em R$ 5,4806. O real teve o segundo pior desempenho ante o dólar, perdendo apenas para o rand da África do Sul. Ontem o que pesou foram as preocupações sobre a situação fiscal do Brasil, que persistiram após o governo entregar ao Congresso a proposta de Orçamento para 2021, que prevê déficit primário de R$ 237,3 bilhões no ano que vem para o setor público consolidado e ainda rombo acima de R$ 150 bilhões em 2022 e 2023. Com a nova alta, a moeda americana fechou agosto acumulando valorização de 5,05%, a maior desde março…Em 2020, a divisa dos EUA sobe 36,6%. https://rb.gy/tac6di

 

**HOJE**

Os mercados mundiais começaram o dia em tom positivo, depois da divulgação de dados mais positivos sobre a economia chinesa. o tom mais positivo veio do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Caixin/Markit da China em agosto, que ficou em 53,1. O resultado superou as expectativas sendo o 4 mês consecutivo acima da marca de 50.

  • Asia: Na China, o Shangai SE fechou em +0,44%. Já no Japão -0,01%, HK estável, Índia e Cingapura em alta.
  • Europa: o desemprego na zona do euro subiu… a taxa de desemprego foi de 7,9% em julho, mostrando uma deterioração mas ainda abaixo do recorde visto no meio da crise. PMI da indústria na Alamanha veio pior que o esperado mas mostrando crescimento. Bolsas tem alta leve com o Stoxx 600 +0.3%; exceção ao UK com queda de 1.1%
  • Futuros: estabilidade para o DJ, alta de 0.3% para o S&P e alta de 1% para o Nasdaq
  • Agenda: PMI ind da Alemanha, desemprego alemão, CPI Euro; PMI Ind de agosto as 11hs.

 

**DESTAQUES DE ATIVOS**

BALANÇOS

  • Segunda: Zoom (ZM)
  • Quarta: Brown Forman (JackDaniels – BFb), Copart (CPRT), PVH (PVH – dona da CK, Tommy, etc), Macys (M)
  • Quinta: Broadcom (AVGO), Campbell Soup (CPB)
  • Sexta: DocuSign (DOCU)

 

ZOOM (ZM)

A empresa soltou um resultado que surpreendeu o mercado batendo todas as expectativas com folga e mostrando um crescimento acelerado. Receitas alcançaram $663MM vc $500MM esperado pelo mercado. A receita cresceu 355% na comparação anual ; no trimestre anterior, a receita da Zoom havia crescido 169%. As assinaturas de novos clientes geraram 81% do crescimento da receita e houve menos rotatividade (churn) de clientes do que o esperado. O lucro também surpreendeu e muito, alcançando US$ 186 MM, ante US$ 5,5 MM no mesmo período do ano passado. O EPS foi de $0.92, vs estimado de $0.45. A Zoom aumentou sua margem bruta ajustada para 72,3% de 69,4% um trimestre antes, em parte devido à expansão da capacidade de seu equipamento de data center próprio. Eles tem investido em segurança da informação e na melhora de seus data centers após terem a imagem manchada com algumas falahas de segurança. Fora isso a empresa deu um guidance para o terceiro trimestre apontando uma receita da casa de $690MM  (+4% QoQ) e EPS de $0.74/share – números esses bem acima do esperado e projetado pelo mercado (EPS de $0.35). Também ajustaram o guidance para o próximo ano indicando EPS de $ 2.44 (mid range) e Receitas de $2.38BI – consenso dos analistas estava em $1.8BI e $1.3 de EPS. As ações da empresa saltaram 30% no after! Mesmo excluindo essa alta do after elas já acumulam alta de quase 370% no ano. Ontem foram mais 9% de alta. Usando o earnings projetados por eles para 2021 de $2.44 a empresa estaria negociando a uma relação de 170x valendo já mais de 100BI.

 

ALTA DE 171%?

Ontem as ações da Aimmune Therapeutics Inc (AIMT:NASDAQ) saltaram mais de 171% com notícia de que a Nestle vai comprar a empresa. A Nestle montou em 2011 a Nestle Health Science que foca em investimentos relacionados a saúde e alimentação. A Nestle já era sócia com 26% da Aimmune desde 2016. A Aimmune tem um tratamento de alergia ao amendoim, que recentemente ganhou a aprovação dos EUA para crianças e conta com uma exclusividade de uso de 12 anos, ou seja, o tratamento não pode ser copiado por esse período. A Nestlé estima que até 240 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de alergias alimentares, sendo a alergia ao amendoim a mais comum. O tratamento tem potencial de vendas de US $ 1 bilhão. A oferta precificou a empresa em cerca de 2.2BI. https://rb.gy/jtb7hh

 

PEQUENAS E LUCRATIVAS?

Lá em junho eu fiz uma série chamada “Desconhecidas e Lucrativas” no qual abordei 11 empresas que muitos não conhecem, que não estão no radar dos investidores. Terça eu comecei uma série com empresas menores de até 10BI de valor de mercado – as pequenas e lucrativas. Ressalva: empresas menores enfrentam mais dificuldades em momentos de crise; além disso o fato de terem sido lucrativas no passado não garantem que serão no futuro.

The New York Times Company (NYT)

O que faz: acho que todos conhecem e é relativamente fácil entender o negócio dela. A New York Times Company fornece notícias e informações para leitores e espectadores em várias plataformas em todo o mundo. Eles ganham dinheiro através do subsription (assinatura) dos seus conteúdos físicos ou digitais – representa 60% da receita; além dos ads (publicidade) – os outros 40% da receita. A empresa usa a marca The New York Times (The Times), jornal diário dos Estados Unidos, além da edição internacional do The Times; e opera o site NYTimes.com. Além disso eles tem seu NYT Live, uma plataforma para seu jornalismo ao vivo; opera o Wirecutter, um site de revisão e recomendação de produtos que serve como um guia para equipamentos de tecnologia, produtos domésticos e outros bens de consumo; eles tem também uma agência de marketing digital, além de outros produtos e serviços. Nos últimos anos eles venderam diversos business para focar no que tem hoje e crescer no online com um jornalismo de qualidade. Diminuiram de tamanho para reduzir endividamento e ganhar qualidade. Ao todo eles têm 6.5MM de subscribers em todos os seus conteúdos, espalhados por mais de 250 países, e caminham para atingir sua meta de 10MM. The New York Times Company foi fundada em 1896 e está sediada em Nova York. A empresa vale 7.2BI.

Números: Considerando que eles mudaram muito com a redução do seu tamanho nos últimos anos, você tem que analisar eles de 2012 em diante. De lá pra cá, eles têm conseguido entregar algum crescimento de receita em meio a migração do modelo tradicional (papel) para o online. Grosso modo, um crescimento de quase 30% de receita nesses 7 anos. O lucro não cresceu é verdade. Mas ainda assim a empresa seguiu sendo lucrativa todos esses anos. De 2012 pra cá eles sempre obtiveram lucro quando vc olha a foto de 12 meses. O que é interessante dos seus números é ver que eles têm conseguido crescer no digital. Em 2012 eles tinham 600mil subscribers e hoje quase 10x isso. Em 8 anos eles cresceram sua base digitam em 10x! Fora que nos últimos 2 tris eles supreenderam positivamente nesse sentido. É verdade que eles seguem perdendo subscribers do impresso, mas a queda de receita nesse canal é baixa, ou seja, enquanto esse business não morre, eles vão se reinventando e crescendo receita em outro canal. Retorno sobre o patrimônio não é maravilhoso, mas tem mantido acima de 10% há algum tempo. Uma outra coisa interessante é que eles têm 432MM em caixa e zero dívida, o que dá uma segurança de que a empresa tem total condições de seguir existindo sem riscos com dívida ou credores. https://rb.gy/sjr678 ; https://rb.gy/dtid9c

Ações: Yield não é alto (0.5%), mas eles têm mantido a regularidade tendo pago dividendos desde 2013 todo trimestre de forma ininterrupta. Negocia a 50x lucros o que não é pechincha. Beta de 0.9x, ou seja, uma ação mais estável, que oscila menos que o mercado. No ano as ações acumulam alta de 36%; em 5 anos 236% vs 68% do S&P; em 10y 380% vs ~200%. https://rb.gy/zf8k36 ; https://rb.gy/qzxtbk; https://www.nytco.com/company/; https://rb.gy/0dmvw7

 

Era isso.
Aquele Abs.

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Linkedin: William Castro Alves

Disclaimer: O conteúdo deste podcast é apenas para fins informativos, não serve como recomendação de compra ou venda de qualquer título na Avenue ou em qualquer outra conta. Ele também não é uma oferta ou venda de um título. Também não são relatórios de pesquisa e não servem como base para qualquer decisão de investimento. Todos os investimentos envolvem riscos e o desempenho passado não garant

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