20200909 – PODCAST BOM DIA USA: Alívio na quarta-feira? E mais: Slack, Lululemon, Apple e uma Pequena e Lucrativa do setor financeiro

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Tempo de leitura: 10 min

E para quem gosta de ler, aí está a transcrição do podcast. Esse é um podcast destinado aos clientes da Avenue. O texto aqui é apenas uma transcrição e Tais comentários não devem ser visto como qualquer tipo de recomendação de investimentos. 

**ONTEM**

Vimos um pouco mais do mesmo dos últimos 3 dias. Um sell off generalizado em ações de tecnologia aliado a uma forte queda do preço do petróleo que também ajudou a puxar o setor. Nas mínimas da sessão de ontem, Facebook , Amazon, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam mais de US$ 1 tri em valor de mercado desde 2 de setembro.

  • Setores: mais um dia pesado para o setor de tecnologia com o XLK -4.52% e o SOXX -4.67%. Todos os setores caíram! XOP -5.74%, XLF -2.57%, XLI -1.88%, XLB -1.88%, XBI -1.35%, VNQ – 1.22% e o XLU -0.6%. Alguns destaques: TSLA -21% (mair queda em 1 dia para a ação), APA -10%, OXY -9.7%, AAPL -6.73%, BA -5.83%, NVDA -5.62%, MSFT -5.41%, AMZN -4.4%, FB -4.1%.
  • Dow: -2.25%
  • S&P: -2.78%
  • Nasdaq: -4.11% acumulando -10% em 3 dias.
  • Dólar: O dólar começou a semana em alta frente ao real, alavancado por uma terça-feira de fortalecimento da divisa norte-americana no exterior… O dólar à vista subiu 1,09%, a 5,3662 reais na venda.

 

**HOJE**

  • Asia: um dia negativo com quedas de cerca de 1%. Ações do Softbank Group tiveram queda de mais de 10%

Depois de mais um dia de fortes quedas nas bolsas dos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operam em território positivo nesta manhã, assim como as bolsas europeias.

  • Europa: Stoxx 600 +0.66%, O FTSE 100, de Londres, avança 0,78%, enquanto o CAC, de Paris, sobe 0,57%, e o DAX, da Alemanha, ganha 0,91%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, tem alta de 0,46%.
  • Futuros: apontam recuperação com o S&P +0.7% e o Nasdaq +1.77%
  • Petróleo: Já os preços do petróleo mostram recuperação, depois da queda de ontem; WTI +1,44%, a US$ 37,29.
  • Índice dólar mantêm alta pelo 3º dia,

 

**DESTAQUES DE ATIVOS**

BALANÇOS

  • Hoje: Lululemon (LULU), Slack (WORK), ambos depois do fechamento
  • Quarta-feira: Oracle (ORCL), Aurora Cannabis (ACB), GameStop (GME)
  • Quinta-feira: Chewy (CHWY), Peloton (PTON),
  • Sexta-feira: Kroger (KR)

 

APPLE (AAPL) https://rb.gy/pmk45h

Ontem foi divulgada a data do evento em que a Apple deve anunciar seus novos produtos. Será na terça-feira da semana que vem, dia 15. Ontem, a empresa enviou convites para uma apresentação online à imprensa americana, sem revelar muitos detalhes. Apesar de muito aguardado, as especulações são de que o evento vai apresentar apenas os novos modelos de Apple Watch e iPad e que o tão esperado iPhone 12 – possivelmente o primeiro modelo da marca com conectividade 5G – ficará para outubro. Na última conferência de resultados, em julho, a Apple afirmou que em 2020 os iPhones seriam lançados com atraso de “algumas semanas”. Vale lembrar que boa parte da produção de iPhones é feita na China. É esperado que o anúncio principal seja o Apple Watch 6, que deve ter monitoramento de oxigênio no sangue, rastreamento de sono aprimorado e um processador mais rápido.

 

ASTRA ZENECA (AZN) https://rb.gy/fcfwmj

Tivemos a notícia que a empresa teve que interromper os seus testes de fase 3 da vacina depois de uma suposta reação grave em um paciente. Segundo as notícias, os pesquisadores foram informados do bloqueio após uma suspeita de reação adversa grave em um participante no Reino Unido. Obviamente que já existem diversas especulações sobre as reações e o impacto no paciente, acho que não cabe aqui comentar. Segundo a empresa “Esta é uma ação de rotina que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada em um dos ensaios, enquanto ela é investigada, garantindo a manutenção da integridade dos ensaios. Em grandes testes, as doenças acontecem por acaso, mas devem ser revistas de forma independente para verificar isso com cuidado ”, disse a empresa no sue comunicado. Ações da empresa caíram 2% no after e chegaram a estar caindo fortemente na Europa, mas depois baixa foi moderando para 1% com investidores entendendo que se tratou de evento comum em processos de teste.

 

2 RESULTADOS https://rb.gy/gxxbcf

  • Lululemon (LULU): As ações da varejista de artigos esportivos caíram mais de 5% no after depois de reportar seu resultado. A empresa informou lucro de $0.74/ação e receitas de US$ 903 milhões, a qual superou as expectativas dos analistas que eram de US$ 843 MM. A empresa evitou dar guidance para o ano. Vale ressaltar que suas ações já acumulavam alta de 50% no ano, o que é um feito em se tratando de uma varejista. Então dá para dizer que é uma realização normal.
  • Slack (WORK): As ações da plataforma de mensagens despencaram 18% depois do fechamento, apesar de seus resultados trimestrais melhores do que o esperado. A receita ficou em US$ 216MM, superior aos US$ 209MM estimados. A Slack relatou uma lucro de $0.00/ação, enquanto os analistas esperavam um prejuízo de US$ 0.03/ação. Ações da empresa subiam 30% no ano. O que aparentemente decepcionou foi o crescimento. Embora tenha superado o guidance para o ano, o crescimento da receita no trimestre, ficou abaixo de 50% em base anualizada, ainda que em linha com os 2 trimestres anteriores. Alguns no mercado pontuam que esse era o momento para empresa estar crescendo de forma acelerada tal qual Zoom por exemplo que apresentou crescimento de receita de 355%.

 

PEQUENAS E LUCRATIVAS?

Lá em junho eu fiz uma série chamada “Desconhecidas e Lucrativas” no qual abordei 11 empresas que muitos não conhecem, que não estão no radar dos investidores. Terça eu comecei uma série com empresas menores de até 10BI de valor de mercado – as pequenas e lucrativas. Ressalva: empresas menores enfrentam mais dificuldades em momentos de crise; além disso o fato de terem sido lucrativas no passado não garantem que serão no futuro.

Fidelity National Financial, Inc. (FNF)

O que faz: A Fidelity National Financial, Inc., é uma seguradora mas com um foco bem específico no seguro de títulos, em especial do segmento imobiliário: seguro de hipotecas, seguro fiança, etc; também são fortes no ramo imobiliário através de serviços de transação de hipotecas, refinanciamento (fazem o meio de campo) e corretagem imobiliária. É um segmento bem específico e eles são o maior dos EUA nisso com 33% de Market share – chegam a ter 60% de share em alguns estados como o Arkansas por exemplo. Nos EUA o emprestador requer do tomador a contratação do seguro na maioria dos casos. Como tudo em seguro, a questão é medir o risco e seus controles. Então eles buscam se “proteger” através da diversificação geográfica (estados) e produtos. No segmento imobiliário é uma forma de se beneficiar indiretamente do bom momento vivido pelo segmento residencial americano, com aumento de vendas e refinanciamento imobiliário. Eles também têm uma operação menor com foco em previdência e seguro de vida. Outro ponto relevante é monitorar o investimento da sua carteira…isso é o business de uma seguradora, administrar $$ para eventuais necessidades futuras. Carteira bem diversificada com 21% investido em ações – vou comentar mais na live. A empresa foi fundada em 1847 e está sediada em Jacksonville, Flórida. Empresa vale 9.6BI na bolsa americana.

Números: Eles cresceram receitas em 80% de 2011 pra cá saindo de $4.8BI para $8.6BI. Saíram de prejuízo em 2008 para um lucro de $840MM nos últimos 12 meses com uma margem líquida próxima a 10%. Eles ressaltam que as margens operacionais deles são sensivelmente maiores que a dos competidores. ROE de 15.2% realmente é bom para o segmento dela e coloca-a entre os 10 maiores ROE do setor de seguros. Se no curto prazo as taxas de juros menores pressionam negativamente, por outro o volume de atividade no setor imobiliário, em especial de refinanciamento imobiliário ajuda a compensar positivamente.

Ações: no ano as ações caem 27% e com isso negociam a múltiplos baixos – mas em linha com a realidade do setor dela. P/E de 11x, 1.45 Book e com um yield de 4% – empresa tem pago dividendos trimestrais de forma ininterrupta desde 1995. Nos últimos 5 anos a performance foi muito em linha com o S&P.

Era isso.
Aquele Abs.

Twitter: @willcastroalves
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Linkedin: William Castro Alves

Disclaimer: O conteúdo deste podcast é apenas para fins informativos, não serve como recomendação de compra ou venda de qualquer título na Avenue ou em qualquer outra conta. Ele também não é uma oferta ou venda de um título. Também não são relatórios de pesquisa e não servem como base para qualquer decisão de investimento. Todos os investimentos envolvem riscos e o desempenho passado não garant

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