20201013 – PODCAST BOM DIA USA: Reformulação na Disney, evento da Apple, safra de balanços e estatísticas positivas para os próximos meses?

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Tempo de leitura: 11 min

E para quem gosta de ler, aí está a transcrição do podcast. Esse é um podcast destinado aos clientes da Avenue. O texto aqui é apenas uma transcrição e Tais comentários não devem ser visto como qualquer tipo de recomendação de investimentos. 

**ONTEM**

No feriado no Brasil os mercados americanos tiveram um dia de forte alta com as ações de tecnologia puxando as bolsas americanas. O que motivou isso? Mais uma vez as especulações acerca de um possível pacote de estímulos que continua pairando no ar…agora os republicanos estariam dispostos a irem a cifras tão altas quanto os democratas e tudo isso ainda antes das eleições para presidente nos Estados Unidos. Segue sendo um jogo político, com ambos os partidos querendo capitalizar para si a criação ou o avanço do pacote de estímulos.

  • Dow: +0,88%
  • S&P: +1,64%
  • Nasdaq: +2,56%
  • Setores: Ontem, destaque positivo para: Tecnolgia XLK com alta de (+2,73%) – destaque para as grandes com AAPL +6.35%, AMZN +4.75%, FB +4.3%, GOOG +3.6%, MSFT+2.6% e NVDA 3.4% – setor Financeiro também foi bem com o XLF exibindo alta de (+1,11%) e Utilities XLU de alta (+0,63%). Na ponta negativa, a gente teve apenas Materiais XLB com leve queda de (-0,17%).
  • Dólar: No dia de ontem, não tivemos negociações do dólar.

 

**HOJE**

Após alta expressiva na segunda-feira (12), as bolsas mundiais desaceleram os ganhos na sessão desta terça. Um dos motivos foi a pausa nos testes da Johson&Johnson – já comento mais a respeito.

  • Ásia: os mercados asiáticos chegaram a fechar com leves ganhos, depois de dados de exportações da China indicarem um ritmo mais rápido de exportações em setembro com exportações crescendo 9,9% e importações +13,2% na mesma comparação, após uma queda de 2,1% em agosto. No Japão, o Nikkei +0,18%, o Kospi, da Coreia do Sul, -0,02%. Na China, o índice Shanghai +0,04%. E em Hong Kong a bolsa, assim como as escolas, foram suspensas devido ao Tufão Nangka.
  • Europa: o índice Euro Stoxx cai 0,24%. O CAC, de Paris, -0,36% e o FTSE MIB, da Itália, registra -0,31%, enquanto o FTSE 100, de Londres, -0,37%. O DAX, da Alemanha, -0,31%.
  • Futuros: Os futuros do S&P 500 estão em queda 0.07%, enquanto os do Dow Jones cai 0,28%; já os futuros da Nasdaq se mostram firmes e fortes com alta de 0.69%.
  • Agenda: Temos dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos as 9h30. Na China temos balança comercial.

 

**DESTAQUES DE ATIVOS**

RESULTADOS:

  • Terça: JP Morgan (JPM), Johnson & Johnson (JNJ), Citigroup (C), a Blackrock (BLK), Delta Airlines (DAL) todos antes da abertura.
  • Quarta é a vez de: UnitedHealth (UNH), Bank of America (BAC), Wells Fargo (WFC), Goldman Sachs (GS), US Bancorp (USB) todos antes da abertura; e a United Airlines (UAL) depois do fechamento.

 

JOHNSON&JOHNSON (JNJ)

A companhia decidiu pausar os testes após um dos participantes adoecer. Não é incomum que fabricantes de medicamentos pausem seus testes, mas a adoção desta medida no caso da vacina levou as bolsas europeias e os índices futuros das bolsas americanas e a desacelerarem na manhã de terça, depois de abrirem em alta.

A pausa significa que um grupo independente de especialistas que foca no cuidado e segurança dos pacientes em testes clínicos vai se reunir para estudar o caso enquanto novos testes são pausados. Essas pausas são comuns em ensaios clínicos e, em alguns casos, duram apenas alguns dias. Não está claro quanto tempo a pausa da Johnson & Johnson vai durar. A empresa lançou o ensaio clínico de Fase 3 para sua vacina candidata no mês passado. Ele disse que planeja inscrever até 60.000 voluntários em três continentes para o estudo. Hoje a empresa divulga seus resultados trimestrais. As ações caem 1% no after. No ano as ações tem alta de 4%, avaliada em quase $400BI. https://rb.gy/1lyqlo

 

 

DISNEY (DIS)

Tem notícia relevante da Disney (DIS), que ontem teve viu suas ações saltarem para mais de 5% no after, depois de anunciar uma reestruturação dos seus segmentos de mídia e “streaming” dentro da empresa; o qual ganha espaço e relevância com a empresa focando no “streaming” para acelerar sua expansão neste segmento. A ideia é centralizar todo o negócio de mídia e “streaming” em uma empresa só, que será responsável pela organização e distribuição dos conteúdos, vendas, anúncios e Disney+.

É um movimento interessante, pois acontece logo em um momento em que a Disney está sofrendo por não poder lançar seus “blockbusters” nas grandes telas dos cinemas. Segundo o CEO, Bob Chapek, essa reposta não é para o Covid, mas sim uma aceleração de algo que seria inevitável com ou sem a pandemia. De certa forma, ele tem razão. Ter que depender de modelos físicos em um mundo cada vez mais digital, é realmente a pergunta que fica depois de todos os impactos causados pelo isolamento social.

Será que não precisam se reinventar? A Disney acha que sim. Com uma dependência maior do Disney+ para continuar lançando seus filmes que já estavam praticamente prontos, a Disney parece não quere mais ter que depender tanto assim de negócios físicos para operar. Vale lembrar que no trimestre anterior, ela viu as receitas dos seus parques caírem 85% no trimestre, para $1 bilhão e tradicionalmente, os parques representavam 35% da receita total. Mesmo com as receitas de estúdios caindo 55% no último trimestre, o ponto positivo, foi que o Disney+ continua crescendo a números fortes, chegando a 100 milhões de usuários em agosto, com o lançamento de “Mulan” sendo remanejado para a plataforma.

Nesse sentido o mercado aguarda mais informações da companhia no próximo trimestre para saber como se saíram as vendas do filme, que estavam por $30 na plataforma. Os analistas andaram errando feio em suas estimativas com a Disney batendo as expectativas com lucro por ação de $0,08 cents ante uma estimativa de prejuízo de $0,64 no último trimestre.

A Disney é uma companhia que possui parques, resorts, atua no segmento de mídia, estúdios e “streaming”. Dona de grandes marcas como Fox, Marvel, Lucas Filme, DisneyLand Resort e Walt Disney World. Ela foi fundada em 1923 e tem sede na Califórnia. Ela emprega 223mil funcionários e em 2019 encerrou o ano com $69,5 bilhões de dólares em receitas anuais. Atualmente, seu valor de mercado é de aproximadamente $225,8 bilhões e no ano as ações acumulam 13% de queda. https://rb.gy/pa2i8f

 

AAPLE (AAPL)

Apple (AAPL), revela hoje seus novos iPhones e possivelmente mais gadgets para o público, as 14hr do horário de Brasília. As ações da companhia chegaram a subir mais de 6% ontem.

O que esperar?

– O primeiro grande redesenho da parte exterior do iPhone desde 2017.

– 4 lançamentos diferentes do novo iPhone.

– Uma nova versão do AirPod

– Lançamentos com tecnologia do 5G, com menor tempo de downloads e mais interações com outros aparelhos.

Um dado interessante, da Wedbush Securities, é que do total de ~950 MM de iphones no mundo, existem cerca de 350MM que estão aguardando para fazer um upgrade, ou seja que poderiam ser trocados, com as pessoas comprando novos modelos. Eles acreditam que isso se traduzirá num novo ciclo de atualizações sem precedentes para a Apple. No passado, as ações da Apple tenderam a performar bem, após o lançamento de novos iPhones. Vale lembrar que no último resultado a companhia bateu expectativas de receitas, lucros, vendas de iPhone, com alta (+1.66% YoY), vendas de Mac, vendas de iPad (+31% YoY) e de outros produtos! Recorde de receita para esse trimestre: $59.69BI (+11% YoY). Receita de serviços praticamente em linha com o esperado ($13.16BI +14.85% YoY), mostrando que segue cresendo. https://rb.gy/jn3kf4

 

BUY IN OCTOBER?

Muito se fala do “sell in may and go away” que se refere ao fraco desempenho do S&P após maio num período de 3 meses que coincide com as férias no hemisfério norte…é um dado estatístico apenas. Mas muitos se esquecem do padrão positivo que se inicia em novembro. De acordo com o BofA outubro é um mês bom para se posicionar e surfar o tradicional bom momento do mercado que se inicia em novembro. Desde 1928, o S&P 500 teve um retorno médio de 3,34% entre novembro e janeiro e tendo apresentado alta em 66,3% do tempo durante esse período de três meses. Quando olhamos 6 meses iniciados em novembro o efeito sazonal positivo aumenta. O S&P 500 registra um ganho médio de 5% entre novembro e abril e apresentou alta em quase 71% do tempo durante esse período de seis meses. Vale a ressalva que em anos eleitorais esse padrão diminui um pouco…e que retorno passado não é garantia de retorno futuro.

 

 

Era isso.
Aquele Abs.

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Disclaimer: O conteúdo deste podcast é apenas para fins informativos, não serve como recomendação de compra ou venda de qualquer título na Avenue ou em qualquer outra conta. Ele também não é uma oferta ou venda de um título. Também não são relatórios de pesquisa e não servem como base para qualquer decisão de investimento. Todos os investimentos envolvem riscos e o desempenho passado não garante resultados ou retornos futuros.

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