COMMODITIES E BRASIL, TUDO A VER!

A Tônica, Bolsas, Brasil
Tempo de leitura: 8 min

 Commodities e Brasil, tudo a ver!

Essa semana, depois de 6 meses nos Estados Unidos, cheguei ao Brasil para as festas de final de ano. A cada vinda para o Brasil, é uma enorme alegria, apesar da distância que tenho que percorrer, que iniciam com 13 horas de avião, incluindo a Conexão Fort Lauderdale – Campinas – Porto Alegre. Além desse trajeto, por ter nascido no interior do RS, tenho ainda que percorrer cerca de 7 horas de ônibus, até a cidade que nasci, Santo Ângelo-RS. Esse ano, coincidiu a minha vinda com o aniversário de minha mãe e para eu não chegar atrasado, acabei optando por locar um automóvel e fazer a viagem em 6 horas, percurso demorado mas que valeu a pena ter chegado a tempo para as comemorações do aniversário da minha mãe e estar com minha família em Santo Ângelo-RS. A cidade de Santo Ângelo é conhecida também por ter a Feira Nacional do Milho, a Fenamilho Internacional, da qual geram negócios ligados ao milho, como o nome já diz. Mesmo com toda a alta no preço da commodity milho, acredito que nos próximos anos teremos uma alta nessa e em outras commodities, de maneira geral e isso que irei discorrer mais na data de hoje.

Continuo acreditando nesse ponto, de elevação no preço das commodities, mantendo o que escrevi já em 13 de 20 de julho, (que você pode acessar abaixo, ambos os artigos):

Ações em valor e commodities podem estar depreciadas (By Eliseu)

Oportunidades em petróleo, ouro, commodities e mercados emergentes

De lá para cá, todos os preços das commodities evoluíram, porém mesmo com essa evolução, acredito que há espaço para elas andarem mais ainda. O mercado financeiro é de ciclos, assim como nossas vidas, que são de momentos e altos e baixos, sendo assim, tivemos a década 2000 com uma elevação no preço de minério de ferro, petróleo, entre outros, de maneira forte, ajudando no crescimento do ciclo virtuoso da economia brasileira e tivemos a década seguinte (2010-2020) conhecida como a “década perdida”, em que pouco crescemos e cujo preço das commodities, assim como de mercados emergentes, estiveram entre os piores investimentos dessa década, como podemos ver abaixo (em azul fraco e em amarelo, na coluna 10 years):

Se utilizarmos um horizonte de prazo maior, desde a década de 70, com o Acordo Bretton Woods, até hoje, notaremos que mesmo com a queda do preço das commodities na década de 2010-2020 e comparando o S&P Commodity Index com o Ìndice S&P500 das maiores empresas de capital aberto dos EUA, veremos que o patamar atual do Ìndice de Commodities está em um dos menores patamares desses 50 anos (!!!!!), como podemos ver melhor abaixo:

 

 

Se observarmos outro Ìndice, veremos que mesmo com a alta recente, estamos ainda longe dos topos anteriores em termos de preço, dos anos 2008 e 2012:

fonte: Index Mundi

 

…e qual a justificativa para a alta das commodities?

De maneira resumida, porque tempo é o ativo mais precioso que temos:

  1. impressão de dinheiro: mais dinheiro vem sendo impresso no mundo, pelos bancos centrais mundias, atingindo o patamar de cerca de US$ 18 trilhões, com isso, commodities  e os ativos reais tendem a ser privilegiados, já que não podem ser produzidos artificialmente, como a impressão de dinheiro. A propósito, os ativos reais, também estão nos menores patamares da história (desde 1925), se os compararmos com os ativos financeiros:

2. o comparativo histórico: como mostrei, tanto commodities, quanto ativos reais estão nos menores patamares da história;

3. Àsia alimentando-se melhor, consumindo mais e crescendo mais futuramente;

4. Hedge contra inflação: vários investidores comentam sobre a preocupação quanto ao descontrole da inflação e que a mesma não estaria surgindo ainda, devido ao alto desemprego ainda persistente, tanto nos EUA, quanto no Brasil. Investir em commodities é estar preparado para a inflação, de modo geral.

5. dólar e exportações

 

Sendo assim, essas são as principais causas para uma elevação no preço das commodities, de maneira muito sintetizada!

 

Brasil e economia

No Brasil indicadores vêm chamando atenção, o PMI veio acima de 64 e vem mostrando recuperação. Tivemos o setor de varejo crescendo em um dos maiores patamares desde fevereiro, voltando ao nível pré-pandemia.

Um dos indicadores que mais gosto de utilizar para o investimento de modo geral em ações é o Preço-Lucro Forward do Ibovespa. Atualmente estamos 1 desvio padrão acima da média:

 

Já o fluxo de entrada de capital estrangeiro, depois de bater recordes em novembro, com mais de R$ 30 bilhões, já nesses primeiros dias de dezembro está em patamar de R$ 4,6 bilhões de ingressos. Lembro que desde 2017 há um registro de saída de capital estrangeiro de investimentos no Brasil e esse sinal de volta, junto com o ingresso de pessoas física no mercado, traz um fluxo que auxilia ainda mais nos investimentos em ações do Brasil e o seu crescimento.

Outro ponto interessante é o Ibovespa em dólar. Falei essa semana com investidores dos EUA e muitos continuam muito interessados em investir no Brasil, pois comparando com o mercado acionário americano que está cerca de 33x o lucro anual, temos o Brasil negociado hoje a menos de 15x lucros anuais e uma expectativa muito maior de crescimento.

Em dólares, o Ibovespa está cerca de 80% do maior patarmar histórico, atingido em 2008 e depois 2011, como podemos ver abaixo:

 

Sempre lembrando: faça sua própria avaliação, é importante sempre estudar e evoluir por conta própria, pois o que comentei acima não é uma indicação de negociação, apenas uma visão de alguns ativos.

Fico por aqui!
Um grande abraço,
Eliseu Manica Júnior
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One thought on “ COMMODITIES E BRASIL, TUDO A VER!

  • fala Eliseu boa tarde, existe algum produto mais simples de investir, tipo fundo ou ETF vendendo nas corretoras no Brasil que acompanha uma cesta de commodities? Acho algo interessante para compor a carteira.

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